IMPACTOS AMBIENTAIS E A REGIÃO METROPOLITANA DO RIO

Como todos os paises do mundo o Brasil também registrou uma intensa destruição do meio ambiente ao longo de sua história. E as causas de tal destruição estão vinculadas intimamente ao modelo de desenvolvimento econômico adotado desde o início da colonização. Aqui da mesma forma que nos paises mais desenvolvidos a busca do lucro sempre foi prioritária, em detrimento da natureza.

A expansão da agricultura demonstra, mais claramente do que qualquer outro processo, esse perverso mecanismo de destruição. Em geral, o caminho para a implantação da imensa maioria dos cultivos é aberto por um desmatamento descontrolado. Assim aconteceu com o cultivo da cana-de-açúcar na zona da mata nordestina, durante o Século XVI, quando foi devastada grande parte da Mata Atlântica; com o cultivo do caféem São Paulo, no Século XIX, que repetiu essa mesma destruição no sudeste; com o cultivo da soja no centro-oeste, que em pouco mais de três décadas alterou radicalmente o ecossistema do cerrado.

Durante séculos uma imensa parcela do território brasileiro ficou intacta. A Amazônia constituía uma fronteira, totalmente desabitada pela civilização não-indígena. As primeiras incursões ocorreram no final do século XIX e início do XX devido ao boom da seringueira. O governo nacional não concebia a população indígena como habitantes da terra para guardá-la e protege-la, e achou necessário fazer intervenções para a ocupação do território. Apesar de toda a corrida para a extração da borracha a partir da seringueira, a Amazônia permaneceu (guardadas as devidas proporções) intacta ate a década de 70. Nessa década os governos militares brasileiros, seguindo a doutrina de segurança nacional, acreditaram que era necessário ocupar a fronteira norte do pais, pois a região amazônica constituiria um grave erro estratégico. Por isso foi implementado um programa de ocupação que em linhas gerais significava: Na criação da Zona Franca de Manaus; Na promoção da reforma agrária na Região Norte no Brasil; Na construção da TransAmazônica; Na implantação de grandes projetos agrícolas e de mineração.

A intenção inicial dos ambientalistas é a preservação, claro. Acredito que de qualquer pessoa, que tenha o mínimo de noção dos riscos que corremos, e que mesmo sem abraçar a causa com “unhas e dentes” apóie a preservação do meio ambiente. A questão é o desenvolvimento. “Pra se desenvolver é preciso desmatar!” Isso é uma inverdade. A problemática esta no modelo de desenvolvimento que escolhemos. Adotamos um modelo que copia os moldes norte americano e europeu, que desmata e devasta para progredir. É possível progredir sem agredir. Nós não temos um meio oeste, mas temos um centro oeste e não precisamos acabar com ele só pra criar um cinturão da soja. Também não temos um rio Mississipi, mas temos uma cadeia de rios que partem do planalto central que não precisam virar cópias do Tietê para que tenhamos uma boa fluidez de mercadorias via fluvial. Tudo gira em torno do modelo que se adota, e o que se faz com ele.

A busca por um modelo mais sustentável passa por princípios e valores que são gerados desde pequenos. Falo isso porque estou vivenciando. Em pouco tempo serei pai, e sei o que vou deixar de legado ao meu filho. Talvez não deixe um planeta limpo e agradável, mas deixarei uma consciência de que isso pode acontecer se começar a partir dele.

Em nível mundial é provável que a água tenha sido a questão mais debatida em todos os fóruns de discussões sobre o meio ambiente. No Brasil, dois problemas tem gerado uma crescente preocupação da sociedade: a deterioração sistemática dos recursos hídricos e a sua crescente escassez. A deterioração, sobre tudo nos rios, está intimamente ligada ao lançamento de esgoto in natura nesse corpos d’água. A intensiva modernização da agricultura, que deveria levar uma forma mais correta para a atividade, tem levado incentivos agrícolas de má qualidade ao interior. Os agrotóxicos utilizados de forma incorreta, em abundância e sem fiscalização, verte para os corpos d’água… e temos um quadro de completo descomprometimento com o ambiente que se vive.

É primordial a escolha do desenvolvimento que se quer ter, pois disso irá depender a forma que tudo irá acontecer. A aula que tratamos sobre esse assunto foi muito enriquecedora e podemos aprender todos. Tantos alunos quanto professor. Apresentamos também um estudo que mostra o que os impactos ambientais tem feito (e o que vão fazer) com áreas vulneráveis ou não. O estudo foi apresentado no Cidades e Soluções e mostra os resultados disso na região metropolitana do Rio de Janeiro (que por sinal é o nosso foco e campo de pesquisa). Seus resultados apenas confirmam o que já se esperava principalmente nas zonas mais vulneráveis. Claro que ponderando uma hipótese pior e uma não muito agressiva. É um bom material, acompanhe se puder.

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Grande abraço galera, nos falamos em breve.
Qualquer coisa, sabem onde me encontrar @GedielsonSilva
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